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Durante anos, a Cândida ainda teve outra vantagem: o anonimato. As pessoas relutavam em falar de casos cada vez mais numerosos de gases intestinais. As mulheres presumiam que o corrimento vaginal era rotineiro e não se queixavam. A maioria dos profissionais da área de saúde, e um número maior de leigos, nem sabiam que a Candida estava por ai. Agora, ela está em foco. É assunto de seminários e recebe verbas para ser pesquisada. Os médicos encontram-na com freqüência.
A Candida não é causa de pânico.Mas por certo que é assunto sério. Os cientistas a associam com AIDS, defeitos congênitos e ao câncer. Está sendo chamada de a questão médica mais importante de nossa época – a doença do século XX/XXI. Um eminente imunologista da Universidade da Califórnia, Alan Levin, recentemente avaliou que um em cada três norte-americanos é afetado por este fungo.
Mas, por que não devemos preocupar?Porque juntamente com esta perspectiva da Cândida, estamos assumindo uma nova perspectiva a respeito de nós mesmos. Não mais nos vemos como as vítimas inermes da doença. Mais e mais pessoas reclamam o controle de sua saúde. Isto se reflete nas vendas de alimento natural, clubes de ginástica e tratamentos em que o paciente participa ativamente. Sintomas como os da infecção por Cândida estão sendo reconhecidos como um sinal, uma importante mensagem dizendo que algo em nosso estilo de vida precisa mudar. Quando fazemos as alterações adequadas, nossos mecanismos de cura ficam livres para executar as funções para as quais foram criados.
Como parte importante deste sistema de alarme, a Cândida albicans é um amigo e não um inimigo. Dá-nos sinal quando doenças, alimentos e outros males enfraqueceram nossas defesas. É o nosso detector de fumaça, alarme contra ladrões, nossa campanhia, nosso cinto de segurança. Os sinais podem incomodar, mas um aviso antecipado, se atendido, permite-nos evitar um desastre.

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