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Interesse por teste rápido de HIV surpreende durante o Carnaval
Em
Salvador, 609 pessoas fizeram o exame no estande do Fique Sabendo montado
cinco dias no Pelourinho
Uma novidade nas ruas do Pelourinho chamou a atenção de quem escolheu
Salvador para brincar o carnaval deste ano. Em meio aos blocos de rua, 609
foliões pararam em um posto montrado em frente à Escola de Medicina da
Bahia para aproveitar a oferta de teste rápido anti-HIV feita pelo
Ministério da Saúde, através do Programa Nacional de DST/Aids. Entre os
que procuraram o serviço, 14 tiveram resultado positivo, o que representa
cerca de 2,3% do total. Esse foi o maior percentual de diagnósticos
positivos já realizados numa ação do Fique Sabendo – a estratégia de
mobilização para a ampliação da testagem – em eventos culturais. A média
anterior era de 0,7% de positivos.
De acordo com a diretora do Programa Nacional de DST e Aids do Ministério
da Saúde, Mariângela Simão, não é possível dizer, apenas com base nesses
resultados, que a capital baiana tem mais infecções do que outras. Para
ela, o resultado da ação comprova o quanto é importante facilitar cada vez
mais o acesso ao exame anti-HIV. “Se o acesso é facilitado, as pessoas
fazem o teste, mesmo numa ocasião de festa como é o Carnaval”, ressalta a
diretora. A mobilização contou com a parceira das Secretarias Estadual de
Saúde da Bahia e da Secretaria Municipal de Saúde de Salvador.
Uma das prioridades para 2009 no enfrentamento da epidemia de aids é
aumentar o número de pessoas testadas. Para isso, conforme anunciado pelo
ministro da Saúde, José Gomes Temporão, no Dia Mundial de Luta contra a
Aids no ano passado, serão enviados aos estados 3,3 milhões de testes
rápidos. O esforço pretende mudar uma realidade preocupante: estima-se que
630 mil brasileiros tenham o vírus da aids. Desses, 255 mil nunca foram
testados e, por isso, não conhecem sua condição sorológica.
Mariângela lembra que, numa epidemia de transmissão prioritariamente
sexual, todos os que já se expuseram a uma situação de risco, como por
exemplo, sexo desprotegido de risco com parceiro eventual, devem fazer o
exame. Além disso o Programa Nacional de DST/Aids reforça a importância
das ações de prevenção, como o uso do preservativo e a prática do sexo
seguro.
COMO É FEITO O TESTE
A coleta de sangue é feita com uma punção no dedo de quem vai ser testado.
O sangue é colocado em dois kits, nos quais serão realizadas as reações.
Para chegar ao resultado, o profissional de saúde observa um fluxo padrão
determinado cientificamente. Se os dois kits tiverem os mesmos resultados,
o diagnóstico já é fechado. Em caso de discordância, é feito outro teste
com um terceiro kit para confirmação. Assim, o resultado oferece a mesma
confiabilidade dos exames convencionais e não há necessidade de repetição
em laboratório. Os resultados positivos ou negativos são entregues num
local reservado por um profissional aconselhador. Os positivos, em geral,
já saem com encaminhamento para iniciar o acompanhamento médico.
ONDE FAZER
Além das mobilizações em eventos culturais, os testes rápidos já são
oferecidos em Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) de todos os
estados. Para saber se o benefício é oferecido perto de você,
clique aqui
(http://www.aids.gov.br/fiquesabendo/).
VOCÊ SABIA QUE...
... o diagnóstico precoce do HIV tem impacto na sobrevida dos pacientes de
aids.
... estudo realizado entre 2003 e 2006 apontou que 43,7% dos pacientes
chegaram aos serviços de saúde já com deficiência imunológica ou quadro
clínico de sintomas da aids.
... dados parciais de uma pesquisa de comportamento realizada pelo
Programa Nacional de DST e Aids mostram um aumento de 67% do número de
pessoas que já fizeram exames no país. Em 1998, apenas 24% da população
entre 15 e 54 anos haviam se testado. Em 2008, esse índice foi de 40%.
Fonte:
http://portal.saude.gov.br/ |
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